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Eleito há dois dias, Edvaldo Neto é afastado da Prefeitura de Cabedelo pela Polícia Federal; veja detalhes e quem assume

Apenas 48 horas após sair vitorioso das urnas na eleição suplementar, o prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo por decisão judicial. A medida é o ponto central da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (14), que investiga um suposto esquema de contratos públicos e infiltração do crime organizado na gestão pública do município.

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A investigação aponta uma suposta relação entre a administração municipal e a facção “Tropa do Amigão” (considerada braço do Comando Vermelho). Segundo a PF, o esquema funcionava da seguinte forma:

  • Contratos de Fachada: Empresas prestadoras de serviço à Prefeitura seriam utilizadas para escoar dinheiro público.
  • Infiltração de Agentes: Membros da facção eram inseridos na estrutura administrativa através dessas empresas terceirizadas.
  • Controle Territorial: O uso de recursos públicos garantia influência política e domínio institucional para o grupo criminoso.

Números e Alvos da Operação em Cabedelo

A magnitude do suposto esquema envolve outros nomes da política:

Volume Financeiro: Aproximadamente R$ 270 milhões em contratos sob suspeita.

Mandados: 21 ordens de busca e apreensão cumpridas hoje.

Alvos Relevantes: Edvaldo Neto (Prefeito eleito), Secretária de Administração de Cabedelo, Rougger Guerra (Sec. de Gestão de João Pessoa) e Vitor Hugo (Ex-prefeito de Cabedelo e ex-Secretário de Turismo de João Pessoa).

Quem Assume?

Diante do afastamento de Edvaldo Neto e da impossibilidade de diplomação do vice-prefeito eleito, a linha sucessória chega ao Legislativo. O vereador José Pereira (Avante), atual presidente da Câmara Municipal, assume a chefia do Poder Executivo interinamente.

Contexto

Vale lembrar que Cabedelo vive um período de crise política. A eleição suplementar do último domingo (12) foi realizada justamente porque o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) cassou a chapa anterior, formada por André Coutinho e Camila Holanda, também sob a acusação de interferência do tráfico de drogas no processo eleitoral de 2024.

Foto: Reprodução

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