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Bandeiras e cidades de volta: Comissão da Câmara aprova mudança nas placas Mercosul

A Câmara dos Deputados avançou com o projeto de lei que retoma a exibição do estado e do município nas placas de veículos no Brasil. A Comissão de Viação e Transportes aprovou, nesta terça-feira (14), a proposta para reinserir o nome da cidade e a bandeira da unidade federativa no modelo atual do Mercosul.

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O texto segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso receba o aval definitivo, a medida alterará o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), restaurando informações removidas em 2020 para facilitar o processo de identificação visual nas ruas.

O autor da proposta, senador Esperidião Amin (PP-SC), sustenta que a identificação geográfica auxilia diretamente as forças de segurança. Para o parlamentar, saber a origem do veículo ajuda policiais e agentes de trânsito a identificar suspeitos em casos de furtos, roubos e infrações cometidas por motoristas de outras regiões.

Já o relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), destaca o valor cultural da mudança. Segundo o deputado, a inserção da bandeira e da cidade reforça o sentimento de identidade regional e facilita o reconhecimento de veículos que circulam fora de seu domicílio.

O que muda com o novo projeto?

Se a proposta virar lei, os motoristas brasileiros notarão as seguintes atualizações nas chapas:

  • Geografia: O nome do estado e da cidade retornam ao topo da placa;
  • Bandeiras: A bandeira da unidade federativa (estado) passa a ser obrigatória;
  • Tecnologia: O código QR e o padrão alfanumérico (letras e números) permanecem inalterados, garantindo a rastreabilidade digital.

O padrão Mercosul tornou-se obrigatório no Brasil no início de 2020 para ampliar o número de combinações de caracteres. Na época, o governo federal justificou a retirada dos nomes das cidades como uma forma de reduzir custos. Sem a marcação física do município, o proprietário não precisaria trocar a chapa em caso de mudança de endereço, bastando apenas a atualização no sistema eletrônico.

Foto: Fábio Tito/G1

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